Pode o comportamento do ouvinte ser considerado verbal?
Liane Jorge de Souza Dahás, Paulo Roney Kilpp Goulart, Carlos Barbosa Alves de Souza
Resumo
O objetivo deste trabalho é demonstrar, a partir de uma análise da noção de “comportamento de ouvinte” na obra de Skinner, que afirmar que o comportamento do ouvinte não é verbal é incoerente com a própria definição de comportamento verbal do autor. Aos resultados dessa análise conceitual, seguem-se considerações sobre a complementação do tratamento do ouvinte feita por Skinner em 1989. Em seguida, são apresentadas outras propostas para o estudo do comportamento verbal, nas quais se avalia que o comportamento do ouvinte recebeu tratamento aparentemente mais coerente com sua relevância para o episódio verbal. A presente discussão visou a fomentar uma apropriação mais crítica da terminologia proposta por Skinner para o tratamento do comportamento verbal. Tal esforço se alicerça na percepção de que quaisquer incoerências no tratamento conceitual de um fenômeno fatalmente levarão a incoerências em todos os níveis do empreendimento científico relacionado com este fenômeno.
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